quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Livro que está me transformando

Estou lendo um livro chamado: "O Evangelho Maltrapilho" de Brennan Manning.

Neste livro algumas coisas são impressionantes e devem ser compartilhada. Gostaria que você se deliciasse com alguns trechos bem bacanas:

Cremos que somos capazes de nos erguermos do chão puxando nossos próprios cadarços — que somos, de fato, capazes de fazê-lo sozinhos.

Mais cedo ou mais tarde somos confrontados com a dolorosa verdade
da nossa inadequação e da nossa insuficiência. Nossa segurança é
esmagada e nossos cadarços, cortados. Uma vez que o fervor passa, a
fraqueza e a infidelidade aparecem. Descobrimos nossa incapacidade de
acrescentar uma polegada que seja a nossa estatura espiritual.

Algo está muito errado.
Nosso afã de impressionar a Deus, nossa luta pelos méritos de estrelas
douradas, nossa afobação por tentar consertar a nós mesmos ao mesmo
tempo em que escondemos nossa mesquinharia e chafurdamos na culpa
são repugnantes para Deus e uma negação aberta do evangelho da graça.

Jesus, que perdoou os pecados do paralítico, reivindicando dessa forma
autoridade divina, anuncia que convidou pecadores, e não os de justiçaprópria,
para sua mesa.

Temos o poder de crer quando outros negam; de ter esperança quando outros
desesperam; de amar quando outros ferem. Isso e muito mais é pura e
simplesmente de presente; não é recompensa a nossa fidelidade, a nossa
disposição generosa, a nossa vida heróica de oração. Até mesmo nossa
fidelidade é um presente. "Se nos voltamos para Deus", disse Agostinho,
"até mesmo isso é um presente de Deus".

A graça nos atinge quando estamos em grande dor e
desassossego. Ela nos atinge quando andamos pelo vale sombrio da falta
de significado e de uma vida vazia... Ela nos atinge quando, ano após ano,
a perfeição há muito esperada não aparece, quando as velhas compulsões
reinam dentro de nós da mesma forma que têm feito há décadas, quando
o desespero destrói toda alegria e coragem. Algumas vezes naquelemomento uma onda de luz penetra nossas trevas, e é como se uma voz dissesse: 'Você é aceito. Você é aceito, aceito pelo que é maior do que você, o nome do qual você não conhece. Não pergunte pelo nome agora; talvez você descubra mais tarde. Não tente fazer coisa alguma agora; talvez mais tarde você faça bastante. Não busque nada, não realize nada, não planeje nada. Simplesmente aceite o fato de que você é aceito'. Se isso acontece conosco, experimentamos a graça.

Encerro aqui uma primeira exposição desse material rico e cheio de graça.

Pretendo lhes dar mais.

Ao pai de Jesus Cristo seja toda glória.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Parábola de Pe. Vieira


Certo homem saiu para caçar. Tentou acertar vários animais, mas errou todos. Ruim de pontaria e mal sucedido em abater um bicho que alimentasse a família, voltava triste para o lar. A poucos metros da porta de casa, viu uma cobra enrolada no pescoço do filho caçula. Sem hesitar retesou o arco e flechou a serpente. Acertou-lhe em cheio e salvou a vida do filho.

Vieira então pergunta: “O que fez o pai para acertar a cabeça da áspide, se era um péssimo caçador, ruim de pontaria?”. Por que, de repente, o homem fez-se exímio no arco e flecha? Vieira responde: “O amor”. O amor sempre forja especialista, sempre cria excelência. As pessoas tornam-se criteriosas devido ao afeto.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Amigo Íntimo

Acabei de encontrar a música que mais gosto do pessoal do Santa Geração.

Chama-se "Não há outro como Tu" do álbum Poderoso Deus:

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Mística como caminho para a vida

O texto é extenso, mas acho que vale a pena lê-lo.

E conhecereis a verdade, e verdade vos libertará”.

Acredito que existem dois caminhos para nossa vida cristã. Caminhos que podem parecer antagônicos, mas que para os cristãos estes caminhos devem se encontrar.

O que são estes caminhos:

  1. A Razão ou conhecimento
  2. Experiência Mística

Estes dois caminhos ficaram bem definidos num período da história chamado Idade Média.

Quem tinha o poder, detinha todo conhecimento. A relação entre poder e conhecimento está obscurecida até hoje, pois para manter o controle sobre as pessoas, sem necessidade de justificativa, evita-se o acesso ao conhecimento.

Dessa maneira, a Igreja Cristã no ocidente mantinha o controle econômico e religioso. Suas celebrações aconteciam numa língua, o latim, desconhecida pela grande massa de pessoas, o líder religioso ficava de costas para a congregação e a Igreja fazia questão de manter a hierarquia, consequentemente, a distância da verdade, ou seja, o acesso ao conhecimento.

Diante de um cenário desfavorável desse, como o povo poderia encontrar ou conhecer a mensagem de Jesus? A resposta para esta questão está na mística. Sem acesso ao conhecimento, outro tipo de conhecimento surgia, o conhecimento sobrenatural e a comunhão – união – com o Mistério. Um relacionamento pessoal com o Deus de Jesus, algo que, aparentemente, nenhum conhecimento eclesial poderia dar.

Está claro que, durante muito tempo, esses dois caminhos andavam em direções opostas; um visava domínio e poder, e outro um distanciamento da realidade sofrida e da impossibilidade de alcançar a Deus somente pela letra.

Em nossos dias, tempo do empirismo, ou da certeza pelo a experimentação dos fenômenos observados, de que maneira podemos unir o conhecimento com nossa experiência religiosa, a nossa mística.

Na verdade, a pergunta deveria ser, para que desejamos entender, uma vez que já sentimos a Deus numa relação íntima, subjetiva e pessoal.

Já ouvi muitas criticas ao pensamento teológico, ou ao fazer teologia. Mas precisamos compreender o que foi dito a respeito de Deus e Jesus de Nazaré, Seu Filho.

Parece que o próprio Mestre nós diz isso: “E conhecereis a verdade”, não é só sentir, é conhecer. Apreender, com nossa limitada compreensão, as experiências que vivemos com nosso Pai, para que essas experiências proporcionem atitudes dos frutos do Espírito. Como nos diz Paulo, o Apóstolo, em Gálatas 5:22-23.

A beleza de nossa tentativa em entender os efeitos da mística em nossas vidas, é que ela produz frutos. Esses frutos são verticais, na direção de Deus e, muito mais, horizontais, na direção do outro. A segunda dimensão é uma prova de fogo para nossas experiências com o Sagrado, pois todo relacionamento intimo com Deus e Pai de Jesus deve levar-nos a amar mais, sermos alegres, possuirmos paz, produzir paciência, sermos bons e desenvolvermos fé. Ficaram nítidas as duas dimensões na descrição paulina aos Gálatas.

Mas como tudo isso pode afetar a Igreja hoje. Como unimos caminhos tão “distintos”? Como a Igreja responde as experiências que vivem na dimensão sobrenatural?

Acredito que o conhecimento sem Mistério é pura ciência e a mística sem reflexão é alienação ou fundamentalismo.

Na verdade, penso que as experiências com Deus trazem significado a nossa vida, dão significado as nossas ações, nossos pensamentos e nossos relacionamentos. Damos essa dimensão em nossas vidas, porque entendemos que fazemos com e para Deus.

Nada melhor que um texto das sagradas escrituras para ilustrar o que estou dizendo.

Nos capítulos finais do evangelho de Lucas, especificamente no capítulo 24 versos 13 até 35, existe a história dois homens que estavam caminhando, racionalizando o que estava acontecendo nos últimos dias em Jerusalém, quando de repente acontece uma experiência religiosa. O próprio Jesus foi se relacionar com eles.

O que chama atenção é o fato dos três estarem refletindo e “teologizando” sobre a história de Israel e dando significado ao que eles estavam vivendo naquele momento.

Juntos, o conhecimento, através do debate sobre Jesus e Sua história e a experiência mística, corações aquecidos, vai dando sentido a suas vidas e apontando a direção do futuro-presente que se iniciava.

Logo, aprendemos que devemos viver no céu com os pés aqui na Terra. Fazer de nossas experiências com Deus a estrada pela qual nosso conhecimento e o culto racional vão trilhar.

Termino citando o Bispo Anselmo, de Cantuária:

“Não busco entender para crer, mas creio para entender”.

Até para um grande pensador cristão como bispo citado, acredita que os caminhos possuem um ponto de convergência. Lutemos para nos ajustarmos a ele.



Ao Pai de Jesus seja todo glória.


domingo, 9 de agosto de 2009

Credo Apostólico

"Creio em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, e nasceu da Virgem Maria. Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao lugar dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus; e está sentado à direita do Pai. Voltará para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo, na santa Igreja de Cristo, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo, e na vida eterna. Amém."


Muitos diriam, isto é coisa de católico. Mas se alguém um dia me perguntar em que eu creio, minha resposta está ai em cima.

E você, em que você crê?

Qual Deus você conhece?

Estas perguntas são fundamentais.

Responda a você mesmo, mas seja sincero.


Ao Pai de Jesus seja toda glória!

Vamos ouvir o pastor Tom Honey

Gostaria de compartilhar um vídeo que vi. Gostaria de ouvir meus amigos a respeito do que vocês verão.

Para a legenda em português, basta clicar em "subtitles" na caixa que fica um pouco mais abaixo do lado esquerdo.

http://www.ted.com/talks/tom_honey_on_god_and_the_tsunami.html



Desculpem pelo tempo, mas foi necessário.

Ao Pai de Jesus seja todo glória.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O grande julgamento

Como podemos dizer que amamos a Deus se não amamos ao nosso o próximo?

Minha caminhada cristã começou no berço, ainda na maternidade. Aprendi com minha avó, uma senhora humilde que passou por muitas privações materiais na vida, a amar as pessoas. Ela é incrivelmente misericordiosa com os pobres e excluídos. Imagino que cada choro de fome ou frio, dói-lhe a alma. Jamais conheci alguém assim.

Lembro-me certa vez, que numa tarde, um homem maltrapilho e sujo andava pela sua rua, com as roupas rasgadas, quase nu. Muitas pessoas entraram em suas casas e fecharam suas portas. Foi então que vi minha avozinha sair com um prato de sopa nas mãos e uma roupa limpa e cheirosa. Ela lhe ofereceu sua casa para que se alimentasse e se trocasse. E é assim que sempre faz. Acolheu uma mulher grávida que estava debaixo de uma ponte e a colocou em sua casa para morar até que a criança nascesse e então pudesse arrumar emprego. Muitas pessoas a estranhavam. Até porque, nesta época, ela não era cristã declarada. E este é o ponto que quero chegar.

Muitas vezes, como cristãos somos levados a fechar nossas portas para as pessoas com a desculpa de que “o mundo está mais violento, que o mundo mudou, todo mundo agora é 171.” Nosso coração endureceu tanto que somos incapazes de sentir a dor do nosso irmão. Tanta miséria já não nos impressiona mais. É tão comum ver pessoas pedindo nas ruas o tempo inteiro, crianças sendo exploradas, mulheres e homens mendigando e humilhando-se, pessoas com doenças crônicas nos sinais de trânsito com suas receitas, o bêbado que pede mais dinheiro para afogar sua depressão num copo de álcool, o “de menor” que pede dinheiro para sustentar seu vício na cola (na melhor das hipóteses) e pensamos até em dar alguma esmola, mas isso já não nos faz sofrer. Afinal como poderíamos ajudar o mundo todo?

Nossa espiritualidade está diretamente ligada à nossa ida aos cultos na igreja. À busca de oração na casa da irmã que ora de forma poderosa e que Deus fala através dela. Às manifestações espirituais. Não as desprezo, mas preocupo-me quando vejo, não raras vezes, a igreja desprezar os pequeninos do Senhor. Está certo que a salvação não vem por meio das obras, mas com certeza, quem não tiver obras não será salvo. Afirmo isso, com base no texto de Mateus 25.31-46. Jesus é mais uma vez fantástico quando diz: “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste.” Imagino, que muitos têm se preocupado com os dons espirituais, com os poderes sobrenaturais, com a adoração exagerada (também sou uma adoradora exagerada), mas poucos se preocupam com os pequeninos do Rei. Dão-lhes o pior lugar na igreja, como diz em Tiago 2 (vale a pena ler).

Minha intenção, ao escrever estas linhas, é dizer que o Senhor Jesus nos prova a todo momento. Ele aparece muitas vezes para ser vestido, alimentado, cuidado, visitado por nós. E, às vezes, estamos tão ocupados com nossa vida espiritual, que esquecemos de fazer o que de fato nos levará ao céu.

“ Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.” Mateus 25.34.


Por: Magda Cristina