sábado, 9 de janeiro de 2010

Fora da Graça, todo caminho é atalho

Comentário do Caio Fábio sobre Atos 5:
"Ananias e Safira foram mortos pela Liberdade na Graça. Tudo era deles (liberdade). Poderiam dar ou não (liberdade). escolheram usar a liberdade para a mentira (morte). Liberdade sem verdade, mata. E quem assim faz, se mata. Na Graça só há liberdade na verdade. Fora dela, toda liberdade é juízo; pois o que liberta é a Verdade. Assim, um avarento honesto ainda é melhor que um pseudo-generoso-mentiroso. O único dogma do Caminho é a fé que atua pelo amor. E seu único anti-dogma é a liberdade que escolhe a mentira. O primeiro dá vida. O segundo mata."
Queridos, assim como Pedro, no texto de Atos 5, não pediu que eles, Ananias e Safira, vendessem campo algum e muito menos que doassem o dinheiro, também não acredito que ninguém deva se rasgar em sincerismo ou auto-obrigar de se derramar, a menos que seja voluntário e próprio.

Afinal, o que matou Ananias e Safira não foi o egoísmo ou falta de generosidade.

Eles morreram porque fingiram (obrigaram-se) ser aquilo que não eram.

Minha posição é: a verdade de Ser seja a única coisa de interesse no caminho. Faça com coração (voluntariamente), pois caso contrário cairemos no erro do casal citado.

Logo, fora do caminho da Graça de Cristo, tudo é atalho para a morte.

Ao Deus de toda Graça seja toda Glória!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Amor: razão de tudo

Tenho a oportunidade de ouvir muitas músicas no meu trajeto trabalho-casa. Não é comum, mas um destes estava dirigindo e ouvi uma música do Jota Quest (versão do Roberto Carlos) Além do Horizonte.

Para minha surpresa Deus falou comigo com uma frase da música:
"... De que vale
O paraíso sem amor..."
Quando ouvi pensei, nossa isso tem tudo a ver com a minha fé!

Não se espante, mas tudo que fazemos a Deus deve ser feito gratuitamente, voluntariamente, ou seja, por amor. Pois sem amor nada vale, nem estar no paraíso. Até porque só irá para lá os que amam.

Conclui isso quando pensei que o Deus que sirvo possui uma definição bíblica: AMOR!

Depois desta experiência decidi amar mais, viver mais voluntariamente para Deus, sem obrigações ou medos, culpa ou coagido.

Eu sei que não existe nada que possa fazer para aumentar o amor de Deus por mim. Estou simplesmente retribuindo, na minha humanidade, todo esse amor demonstrado na Cruz.

Eu quero o paraíso não para escapar do inferno, mas porque lá habita meu Amor, meu Grande Amor.

então finalizo dizendo: "Para mim só vale o paraíso pelo Amor".

Ao Pai de Jesus de Nazaré toda glória!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um momento meu

Tenho vivido a frustração com a religião. Por isso leio a carta abaixo como refúgio. Vejo que não estou sozinho nos meus pensamentos e compreensão do cristianismo.

Compartilho com você este maravilhoso texto:

Não temos medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Temos medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não amamos: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas.

Não temos medo de incertezas. Temos medo que nosso Amor deixe de ser nossa bandeira do Reino de Deus.

Não temos medo de não saber. Temos medo das certezas que prendem Deus a um esquema.

Não temos medo de questionar dogmas. Temos medo de que os dogmas impeçam a transformação de vidas.

Não temos medo do inferno. Temos medo de que nossas mãos se fechem, e não possam ajudar o nosso próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as nossas próprias mãos sejam as quais o empurra para esta existência-inferno.

Não temos medo de devanear teorias loucas. Temos medo que a loucura desse mundo violento cegue nossos olhos a ponto de sempre que pararmos num semáforo, nesta cidade-sombria, fechemos nossos vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.

Não entendemos como problema sair do molde da teologia sistemática. Temos medo de sistematizar Deus e modela-lo a algum padrão.

Nós não temos medo de chorar por nós mesmos. Nós temos medo de que não mais choremos o choro dos outros.

Não sentimos culpas pelas nossas dúvidas. Mas pedimos que nos lembre sempre de amar como Cristo.

Não temos medo ter uma fé cheia de espelhos em enigmas e despedaçada, que não tem a precisão de uma fé "face a face". Temos medo de perder o que existe de mais precioso: Amar.

Não temos medo de balançar alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Temos medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.

Não temos medo de sermos rejeitados pela instituição. Temos medo da hipocrisia religiosa.

Não temos medo de sermos chamados de hereges. Temos medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecermos de amar pessoas.

Não temos a pretensão que nossos argumentos tenham todos os versículos a favor, e assim entrarmos numa guerra de versículos. Temos medo que nós não cumpramos aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.

Não temos medo de nos manifestar a favor de alguém. Desde que esse alguém não se esqueça que o conceito central do cristianismo é o amor.

Aprendemos que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.

Aprendemos que Deus está acima da religião.

Aprendemos que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.

Aprendemos a olhar pessoas como "filhos de Deus", e amá-las incondicionalmente.

Aprendemos que qualquer um que tenta abrir os olhos de pessoas encabrestadas pela religião, acaba sendo queimado na fogueira da instituição.

Estamos seguros que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não temos medo de caminhar com alguém que nos ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.

Essa foi a carta que os jovens da Igreja Betesda enviaram ao Pr. Ricardo Gondim para apoiá-lo na sua importante tarefa de (re) pensar a Igreja.

Ao Pai de Jesus seja toda Glória!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O chamado

O chamado do Senhor para você pergunta: você realmente aceita a mensagem de que Deus está perdidamente apaixonado por você? Creio que essa pergunta esteja no cerne da nossa habilidade de amadurecer e de crescer espiritualmente.

Se no nosso coração não cremos realmente que Deus nos ama como somos, se estamos ainda maculados pela mentira de que podemos fazer algo para que Deus nos ame mais, estamos rejeitando a mensagem da cruz.

A fé significa que você quer Deus e não quer querer mais nada. Mas isso você já ouviu e não causa mais efeito como antigamente.

Quando tomamos por certo o amor de Deus, nós o relegamos a um canto e roubamos dele a oportunidade de amar-nos de um modo novo e surpreendente, e a fé começa a murchar e encolher.

Quando me torno tão espiritualmente avançado que Abba é coisa superada, nesse ponto o Pai já foi passado para trás, Jesus foi domesticado, o Espírito emparedado e o fogo pentecostal extinguido.

A fé evangélica é o oposto de indiferença. Ela implica sempre numa profunda insatisfação com nossa presente condição.

Há na fé movimento e desenvolvimento. A cada dia há algo novo. Para ser cristão a fé tem de ser nova, isto é, viva e crescente. Não pode ser estática, finalizada, resolvida. Quando a Escritura, a oração, a adoração e o ministério tornam-se rotina, estão mortos.

O Senhor sempre nos diz: "Você tem o meu amor e você não tem de pagar por ele.
Você não o adquiriu e não tem como merecê-lo. Você tem apenas de abrir e recebê-lo. Você tem apenas de dizer sim ao meu amor, um amor muito além de qualquer coisa que você possa intelectualizar ou imaginar".

A ênfase não está na pecaminosidade dos filhos mas na generosidade do Pai. Pense nisso!

Ao Pai de Jesus seja toda honra e glória!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Deus e nós 2

Continuação da mensagem da semana passada:

Leitura de Ex 33:9-11

O cristianismo não pode ser uma experiência de fé, sem que haja relacionamentos. Toda vez que nos relacionamos aprendemos quem somos e como podemos viver em sociedade.
Temos a tendência imediata de focar principalmente nos problemas e dificuldades trazidos na vida em sociedade.
Por exemplo: o Medo após uma frustração.
O que o medo tem haver com tudo isso?
Muitos se arriscaram em relacionamentos e saíram feridos e magoados. Esses sintomas normalmente geram pessoas que se apavoram de viver novos relacionamentos e se tornam pessoas frias, insensíveis, com a alma calejada, com dificuldade de amar.

Devo afirmar, categoricamente, a frase de João Wesley: “O cristianismo é essencialmente uma religião social e reduzi-la tão só a uma expressão solitária é destruí-la”.

Precisamos estar abertos aos relacionamentos. Principalmente ao relacionamento com Deus.
A habilidade de se relacionar com Deus não é simples, afinal nós não vemos a Deus.
É difícil relacionar-se com pessoas muitos sabias ou muito ricas, pois existe uma barreira que separa os mundos. Imaginem se relacionar com aquele que é Senhor de tudo.

A história de Einstein,quando ele estava sentado numa mesa e seu assessor disse:
Tem um sujeito ai do seu lado esquerdo que tem QI 280, ou seja, o homem é um gênio. Então Einstein disse “Diga a respeito da Física Quântica e as implicações na epistemologia de Heidegger”. O homem respondeu. Assunto que nós somos incapazes de entender.
Após isso, seu assessor disse: o outro do seu lado direito tem o QI um pouco mais baixo, 98, conversa com ele. Ele perguntou: “O que pensa sobre a distribuição geopolítica dos países imperiais ao redor do mundo”. O outro também conversou a sobre EUA, Inglaterra, sobre Economia, etc.
Por fim,o assessor disse a Einstein, para não ficarmos mal na mesa, o da sua frente tem o QI 64, conversa também com ele, e Einstein lhe perguntou, e aí como está o Flamengo?
Imagina se alguém nos dissesse, quem está sentado ao seu lado é o Todo Poderoso criador de tudo e todos, bate um papo com ele.
Existe uma linha muito tênue entre relacionar-se com Deus e termos reverência. Quando sabemos que Ele é aquele a que todos têm que se dobrar e se calar, todo rosto tem de se curvar, mas ao mesmo tempo ele é nosso pai.
Os anjos do mais alto escalão tremem diante dele e cobrem o rosto perante sua majestade e glória, mas ao mesmo tempo temos a possibilidade de sermos amigos Dele.
Nós somos como o homem de QI 64, diante do Gênio do universo. Então temos uma tarefa de relacionar-se intimamente com Deus. Seguem algumas contribuições:

1 – Temos que ter claro que existem dois movimentos no relacionamento com Deus: Sua Voz e nossa percepção ou nossa reação diante da palavra de Deus. Parece que nós nos apegamos muito as circunstâncias ao nosso redor, pois elas são capazes de tapar nossos ouvidos a voz de Deus. Precisamos escolher, no relacionamento com Deus, ouvir a voz de Deus, essa determinação vai determinar a profundidade do seu relacionamento.

2 – Devemos crer ou nos relacionarmos com Deus sem as evidências,pois isso é a prova que nós confiamos no caráter de Deus. Podemos crer nas palavras de quem falou, Seu caráter é confiável, chamamos esta confiança de fé. Crer na consistência de quem faz a afirmação e não na afirmação em si.
Quanto mais intimo de Deus você for, mais confiança terá e você vai conhecer mais o caráter de Deus, pois você confia em Deus, mesmo que as evidências digam o contrário.

3 – Deus é um Deus de Aliança. Mantém sua palavra e nós devemos nos dispor a obedecer fazendo sua vontade. A Aliança é bilateral. Os Dez Mandamentos é símbolo de um pacto estabelecido por Deus. Por isso insistimos em andar com Deus, pois suas palavras são amáveis e boas, restabelecendo sempre alianças.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Deus e nós

Esta é a primeira parte de uma mensagem que ministrei na Igreja Metodista Central em Bangu no dia 13/10/2009:

Deus é Senhor


Leitura de Ex 32:1

O texto deixa claro que o povo Hebreu estava muito ansioso, e por isso antecipou uma solução para o problema em questão. Isto é, já que Moisés não descia com a vontade de Deus para eles, construiriam um Deus e passariam adorá-lo.

Isso está claro no texto e é de fácil entendimento, mas devemos entender o que estava por detrás dessa atitude.

Moisés era o representante, ou melhor, a voz de Deus para o povo. De Moisés vinham as orientações para que a nação, ainda em fase de formação, pudesse ser o grupo separado por Deus e de onde viria Seu Filho. Mas os israelitas achavam que o Deus de Moisés era muito peculiar, muito diferente dos Deus de onde eles estavam acostumados a ver. O Senhor tinha Sua própria vontade para o povo, que era boa.

Na verdade o povo não estava interessado em seguir a esse Deus. Afinal Ele já tinha feito seu papel, libertou o povo. Agora eles queriam ditar as regras e dizer como as coisas deveriam funcionar.

Certamente, a ansiedade e o sentimento de falsa liberdade se apossaram daquelas pessoas e desejaram viver uma vida segundo seus preceitos. Naturalmente isso os levou a construção de um deus que pudesse fazer aquilo que eles estavam maquinando. Aliás, eles não achavam que estavam fazendo nada de errado, e sim dando a Javé, uma aparência, diferente daquela de Moisés.

Ler versículos 4 e 5 de Êxodo 32

Para eles, eles continuavam a servir o deus que tirou do Egito seu povo. O que eles fizeram foi dar as costas para a vontade do Deus de Moisés e tentaram transformar Javé em um ídolo, ou seja, fazer Javé ser manipulável.

A tentativa de manipulação da vontade de Deus nos faz construirmos um ídolo, por isso jeitinhos não resolvem. Pois quando achamos que Deus demora demais e tomamos decisões achando que, por nossas muitas súplicas ou sacrifícios, colocamos Deus na parede e determinamos o que Ele deve fazer ou não, adoramos a um ídolo e não ao Deus verdadeiro que trabalha para aqueles que ama.

A vontade de Deus não é manipulável. Jesus sabia disso, pois disse: “Passa de mim este cálice, contudo não seja feita minha vontade e sim a Tua”.

É melhor descansarmos em Deus, acreditarmos que Ele tem o melhor para nós e que se ainda o que você pede não aconteceu, talvez não seja tão importante para Deus agora, Ele deseja transformar seu coração antes. Pois sempre esquecemos que as bençãos nos seguiriam e não o inverso.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Livro que está me transformando

Estou lendo um livro chamado: "O Evangelho Maltrapilho" de Brennan Manning.

Neste livro algumas coisas são impressionantes e devem ser compartilhada. Gostaria que você se deliciasse com alguns trechos bem bacanas:

Cremos que somos capazes de nos erguermos do chão puxando nossos próprios cadarços — que somos, de fato, capazes de fazê-lo sozinhos.

Mais cedo ou mais tarde somos confrontados com a dolorosa verdade
da nossa inadequação e da nossa insuficiência. Nossa segurança é
esmagada e nossos cadarços, cortados. Uma vez que o fervor passa, a
fraqueza e a infidelidade aparecem. Descobrimos nossa incapacidade de
acrescentar uma polegada que seja a nossa estatura espiritual.

Algo está muito errado.
Nosso afã de impressionar a Deus, nossa luta pelos méritos de estrelas
douradas, nossa afobação por tentar consertar a nós mesmos ao mesmo
tempo em que escondemos nossa mesquinharia e chafurdamos na culpa
são repugnantes para Deus e uma negação aberta do evangelho da graça.

Jesus, que perdoou os pecados do paralítico, reivindicando dessa forma
autoridade divina, anuncia que convidou pecadores, e não os de justiçaprópria,
para sua mesa.

Temos o poder de crer quando outros negam; de ter esperança quando outros
desesperam; de amar quando outros ferem. Isso e muito mais é pura e
simplesmente de presente; não é recompensa a nossa fidelidade, a nossa
disposição generosa, a nossa vida heróica de oração. Até mesmo nossa
fidelidade é um presente. "Se nos voltamos para Deus", disse Agostinho,
"até mesmo isso é um presente de Deus".

A graça nos atinge quando estamos em grande dor e
desassossego. Ela nos atinge quando andamos pelo vale sombrio da falta
de significado e de uma vida vazia... Ela nos atinge quando, ano após ano,
a perfeição há muito esperada não aparece, quando as velhas compulsões
reinam dentro de nós da mesma forma que têm feito há décadas, quando
o desespero destrói toda alegria e coragem. Algumas vezes naquelemomento uma onda de luz penetra nossas trevas, e é como se uma voz dissesse: 'Você é aceito. Você é aceito, aceito pelo que é maior do que você, o nome do qual você não conhece. Não pergunte pelo nome agora; talvez você descubra mais tarde. Não tente fazer coisa alguma agora; talvez mais tarde você faça bastante. Não busque nada, não realize nada, não planeje nada. Simplesmente aceite o fato de que você é aceito'. Se isso acontece conosco, experimentamos a graça.

Encerro aqui uma primeira exposição desse material rico e cheio de graça.

Pretendo lhes dar mais.

Ao pai de Jesus Cristo seja toda glória.