1 João 4.12: "Ninguém jamais viu a Deus; e quando amamos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado."
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Amigo Íntimo
Chama-se "Não há outro como Tu" do álbum Poderoso Deus:
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
A Mística como caminho para a vida
“E conhecereis a verdade, e verdade vos libertará”.
Acredito que existem dois caminhos para nossa vida cristã. Caminhos que podem parecer antagônicos, mas que para os cristãos estes caminhos devem se encontrar.
O que são estes caminhos:
- A Razão ou conhecimento
- Experiência Mística
Estes dois caminhos ficaram bem definidos num período da história chamado Idade Média.
Quem tinha o poder, detinha todo conhecimento. A relação entre poder e conhecimento está obscurecida até hoje, pois para manter o controle sobre as pessoas, sem necessidade de justificativa, evita-se o acesso ao conhecimento.
Dessa maneira, a Igreja Cristã no ocidente mantinha o controle econômico e religioso. Suas celebrações aconteciam numa língua, o latim, desconhecida pela grande massa de pessoas, o líder religioso ficava de costas para a congregação e a Igreja fazia questão de manter a hierarquia, consequentemente, a distância da verdade, ou seja, o acesso ao conhecimento.
Diante de um cenário desfavorável desse, como o povo poderia encontrar ou conhecer a mensagem de Jesus? A resposta para esta questão está na mística. Sem acesso ao conhecimento, outro tipo de conhecimento surgia, o conhecimento sobrenatural e a comunhão – união – com o Mistério. Um relacionamento pessoal com o Deus de Jesus, algo que, aparentemente, nenhum conhecimento eclesial poderia dar.
Está claro que, durante muito tempo, esses dois caminhos andavam em direções opostas; um visava domínio e poder, e outro um distanciamento da realidade sofrida e da impossibilidade de alcançar a Deus somente pela letra.
Em nossos dias, tempo do empirismo, ou da certeza pelo a experimentação dos fenômenos observados, de que maneira podemos unir o conhecimento com nossa experiência religiosa, a nossa mística.
Na verdade, a pergunta deveria ser, para que desejamos entender, uma vez que já sentimos a Deus numa relação íntima, subjetiva e pessoal.
Já ouvi muitas criticas ao pensamento teológico, ou ao fazer teologia. Mas precisamos compreender o que foi dito a respeito de Deus e Jesus de Nazaré, Seu Filho.
Parece que o próprio Mestre nós diz isso: “E conhecereis a verdade”, não é só sentir, é conhecer. Apreender, com nossa limitada compreensão, as experiências que vivemos com nosso Pai, para que essas experiências proporcionem atitudes dos frutos do Espírito. Como nos diz Paulo, o Apóstolo, em Gálatas 5:22-23.
A beleza de nossa tentativa em entender os efeitos da mística em nossas vidas, é que ela produz frutos. Esses frutos são verticais, na direção de Deus e, muito mais, horizontais, na direção do outro. A segunda dimensão é uma prova de fogo para nossas experiências com o Sagrado, pois todo relacionamento intimo com Deus e Pai de Jesus deve levar-nos a amar mais, sermos alegres, possuirmos paz, produzir paciência, sermos bons e desenvolvermos fé. Ficaram nítidas as duas dimensões na descrição paulina aos Gálatas.
Mas como tudo isso pode afetar a Igreja hoje. Como unimos caminhos tão “distintos”? Como a Igreja responde as experiências que vivem na dimensão sobrenatural?
Acredito que o conhecimento sem Mistério é pura ciência e a mística sem reflexão é alienação ou fundamentalismo.
Na verdade, penso que as experiências com Deus trazem significado a nossa vida, dão significado as nossas ações, nossos pensamentos e nossos relacionamentos. Damos essa dimensão em nossas vidas, porque entendemos que fazemos com e para Deus.
Nada melhor que um texto das sagradas escrituras para ilustrar o que estou dizendo.
Nos capítulos finais do evangelho de Lucas, especificamente no capítulo 24 versos 13 até 35, existe a história dois homens que estavam caminhando, racionalizando o que estava acontecendo nos últimos dias em Jerusalém, quando de repente acontece uma experiência religiosa. O próprio Jesus foi se relacionar com eles.
O que chama atenção é o fato dos três estarem refletindo e “teologizando” sobre a história de Israel e dando significado ao que eles estavam vivendo naquele momento.
Juntos, o conhecimento, através do debate sobre Jesus e Sua história e a experiência mística, corações aquecidos, vai dando sentido a suas vidas e apontando a direção do futuro-presente que se iniciava.
Logo, aprendemos que devemos viver no céu com os pés aqui na Terra. Fazer de nossas experiências com Deus a estrada pela qual nosso conhecimento e o culto racional vão trilhar.
Termino citando o Bispo Anselmo, de Cantuária:
“Não busco entender para crer, mas creio para entender”.
Até para um grande pensador cristão como bispo citado, acredita que os caminhos possuem um ponto de convergência. Lutemos para nos ajustarmos a ele.
Ao Pai de Jesus seja todo glória.
domingo, 9 de agosto de 2009
Credo Apostólico
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, e nasceu da Virgem Maria. Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao lugar dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus; e está sentado à direita do Pai. Voltará para julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo, na santa Igreja de Cristo, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo, e na vida eterna. Amém."
Muitos diriam, isto é coisa de católico. Mas se alguém um dia me perguntar em que eu creio, minha resposta está ai em cima.
E você, em que você crê?
Qual Deus você conhece?
Estas perguntas são fundamentais.
Responda a você mesmo, mas seja sincero.
Ao Pai de Jesus seja toda glória!
Vamos ouvir o pastor Tom Honey
Para a legenda em português, basta clicar em "subtitles" na caixa que fica um pouco mais abaixo do lado esquerdo.
http://www.ted.com/talks/tom_honey_on_god_and_the_tsunami.html
Desculpem pelo tempo, mas foi necessário.
Ao Pai de Jesus seja todo glória.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O grande julgamento
Minha caminhada cristã começou no berço, ainda na maternidade. Aprendi com minha avó, uma senhora humilde que passou por muitas privações materiais na vida, a amar as pessoas. Ela é incrivelmente misericordiosa com os pobres e excluídos. Imagino que cada choro de fome ou frio, dói-lhe a alma. Jamais conheci alguém assim.
Lembro-me certa vez, que numa tarde, um homem maltrapilho e sujo andava pela sua rua, com as roupas rasgadas, quase nu. Muitas pessoas entraram em suas casas e fecharam suas portas. Foi então que vi minha avozinha sair com um prato de sopa nas mãos e uma roupa limpa e cheirosa. Ela lhe ofereceu sua casa para que se alimentasse e se trocasse. E é assim que sempre faz. Acolheu uma mulher grávida que estava debaixo de uma ponte e a colocou em sua casa para morar até que a criança nascesse e então pudesse arrumar emprego. Muitas pessoas a estranhavam. Até porque, nesta época, ela não era cristã declarada. E este é o ponto que quero chegar.
Muitas vezes, como cristãos somos levados a fechar nossas portas para as pessoas com a desculpa de que “o mundo está mais violento, que o mundo mudou, todo mundo agora é 171.” Nosso coração endureceu tanto que somos incapazes de sentir a dor do nosso irmão. Tanta miséria já não nos impressiona mais. É tão comum ver pessoas pedindo nas ruas o tempo inteiro, crianças sendo exploradas, mulheres e homens mendigando e humilhando-se, pessoas com doenças crônicas nos sinais de trânsito com suas receitas, o bêbado que pede mais dinheiro para afogar sua depressão num copo de álcool, o “de menor” que pede dinheiro para sustentar seu vício na cola (na melhor das hipóteses) e pensamos até em dar alguma esmola, mas isso já não nos faz sofrer. Afinal como poderíamos ajudar o mundo todo?
Nossa espiritualidade está diretamente ligada à nossa ida aos cultos na igreja. À busca de oração na casa da irmã que ora de forma poderosa e que Deus fala através dela. Às manifestações espirituais. Não as desprezo, mas preocupo-me quando vejo, não raras vezes, a igreja desprezar os pequeninos do Senhor. Está certo que a salvação não vem por meio das obras, mas com certeza, quem não tiver obras não será salvo. Afirmo isso, com base no texto de Mateus 25.31-46. Jesus é mais uma vez fantástico quando diz: “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste.” Imagino, que muitos têm se preocupado com os dons espirituais, com os poderes sobrenaturais, com a adoração exagerada (também sou uma adoradora exagerada), mas poucos se preocupam com os pequeninos do Rei. Dão-lhes o pior lugar na igreja, como diz em Tiago 2 (vale a pena ler).
Minha intenção, ao escrever estas linhas, é dizer que o Senhor Jesus nos prova a todo momento. Ele aparece muitas vezes para ser vestido, alimentado, cuidado, visitado por nós. E, às vezes, estamos tão ocupados com nossa vida espiritual, que esquecemos de fazer o que de fato nos levará ao céu.
“ Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.” Mateus 25.34.
terça-feira, 30 de junho de 2009
de Graça
"Um certo homem empresário desejava contratar alguns funcionários. Em particular, estes trabalhadores trabalhariam apenas um dia.
O homem de negócios saiu de casa bem cedo, às 6:00 hs da manhã, e contratou alguns homem para trabalhar e combinou com eles um salário de 100 reais pelo dia de trabalho.
Mas por volta das 9:00 hs da manhã saiu mais uma vez. Ao encontrar
outros trabalhadores desocupados os chamou para efetuar o trabalho de um
dia.Acontece que o empresário também saiu às 12:00 hs, às 15:00 e às 17:00s e
contrato outros funcionários em cada horário.Considerando que o dia de trabalho durava das 7:00 às 18:00 hs, o patrão mandou chamar todos no final do dia de trabalho. Sendo que ele deu uma ordem: começarei pelos os últimos contratados e terminarei nos que foram contratados às 6:00 hs e lhes pagarei o salário do dia."
Vou interromper aqui a história e depois termino...
Eu e você temos a certeza, pelo nosso sentido de justiça, que devem receber mais aqueles que trabalharam mais, correto? Eu também acho.
Para nós ela deveria terminar assim:
"E o empresário pagou:
- 20 reais aos que trabalharam de 17 às 18:00 hs
- 40 reais aos que trabalharam de 15 às 18:00 hs
- 60 reais aos que trabalharam de 12 às 18:00 hs
- 80 reais aos que trabalharam de 9 às 18:00 hs
- 100 reais aos que trabalharam de 7 às 18:00 hs "
Só que ela termina diferente, vamos ver:
Exatamente o que nós não esperávamos. Isso é muito injusto para nós."E o empresário pagou a todos os funcionários 100 reais.
Então vieram os que tinham sido contratados às 6:00 da manhã e reclamaram: esses homens contratados às 17:00 horas só trabalharam uma hora e o senhor os igualou a nós, que suportamos o sol escaldante o dia inteiro e trabalho pesado.
Então o empresário respondeu: não estou sendo injusto com vocês. Vocês concordaram em trabalhar por 100 reais, agora pego o que é seu e vá. Eu quero dar ao que foi contratado por último o mesmo que dei a vocês.
O empresário continuou: Tenho o direito de fazer o que eu quiser com meu dinheiro.
Será que vocês estão com inveja porque sou generoso?"
Por que quem trabalhou poucas horas tem o mesmo direito de quem trabalhou a vida inteira?
Nós vivemos numa sociedade de produtividade e mérito. Você é aquilo que você produz.
Mas para Deus não existe o mérito ou a produtividade, a Graça de Deus alcança aqueles que "trabalham" muito e os que pouco "trabalham".
Não importa o que você faça. Se for uma coisa boa, Deus não vai amar mais você. Se for uma coisa ruim Deus não vai deixar de amar você. Ele te ama.
Receber a Graça de Deus é entender que nada que você possa fazer é maior que o sangue de Jesus de Nazaré.
Quando pecamos queremos ajudar a Deus nos perdoar, então fazemos jejum e campanhas com o intuito de aplacar a ira de Deus, ou como gostam de dizer: "Deus está pesando a mão".
Queridos quando queremos ajudar a Deus, estamos dizendo que o Sangue na Cruz não foi suficiente, e que você pode com suas campanhas e orações resolver o problema.
Isso não é verdade. Não conseguimos.
Deus não está pesando a mão sobre ninguém. Mas o Senhor continua nos amando e no momento que nosso coração se volta para Ele, somos abraçados pelo Pai de Amor.
Recebamos a Graça, livremo-nos da culpa. O Senhor nos entende, Ele se tornou homem como nós. Vamos simplesmente amar a Deus amando o próximo e amar nosso próximo amando a Deus.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Milagre e Fé
O que significa milagres para a Igreja Cristã moderna. Ou, para ser mais preciso, na cultura cristã moderna e ocidental.
Vivemos dias em que os televangelistas exercem uma enorme influência nas pessoas. Curar "caroços" e "dores de cabeça" virou moda.
Sempre me pergunto se o "apóstolo", "missionário", "pastor", "bispo", que são tão ungidos para curar, não vão até a fila do Sistema Único de Saúde - SUS e curam o sofrimento de muitos. Porque não se dirigem para Hospital do Câncer e utilizam a "unção" para livrar crianças com câncer, que precisam ser amarradas nas camas para receberem quimioterapia.
Os "grandes" pregadores da televisão inventam coisas, prometem o que não podem cumprir, "curam" doenças triviais, pedem a oferta especial (parceiros, colaboradores e etc..) e até o próximo show. Falsas esperanças, falsos milagres, confissão positiva dá um bocado de dinheiro, sabia?
Precisamos imediatamente parar de brincar com a fé e repensarmos o significado dos milagres.
Eu, como cristão, acredito em milagres. O Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é um Deus de milagres. O instrumento do milagre é o sobrenatural. Mas devemos ser um milagre para as pessoas, porque os milagres, segundo a bíblia, nos seguiriam.
Será que invertemos a ordem?
Sejamos sinceros, não devemos perpetuar fantasias. Não devemos utilizar o nome de Deus para milagres que sabemos que não acontecerão.
Estou assumindo um compromisso com uma verdade. Essa verdade que o cotidiano impõe. Abraçarei mães que choram por seus filhos, doentes que estão à beira da morte, desamparados e os que vivem a realidade dura do dia a dia.
Continuarei rogando a Deus por milagres, constrangido pelo amor, compaixão e sofrimento dos meus irmãos. Mas onde posso ser um milagre para alguém, ali estarei.